segunda-feira, 27 de julho de 2009

Você sabe a diferença entre sapo, rã e perereca?

Embora muita gente faça confusão, esses três animais saltitantes possuem muitas diferenças entre si, tanto na morfologia quanto no comportamento e na classificação zoológica. Em comum eles têm o fato de serem classificados como anuros, o nome dado aos anfíbios que não têm rabo. Os sapos, em geral, pertencem à família dos bufonídeos, embora existam espécies distribuídas por outras famílias de anuros. Eles preferem viver em terra firme e só procuram ambientes aquáticos quando vão se reproduzir. No Brasil, uma das espécies mais comuns é o sapo-cururu (Bufo marinus). As rãs são as mais habilidosas entre esses três tipos de anuros, pois conseguem dar saltos de até 1,5 metro de comprimento e 70 centímetros de altura. A família dos ranídeos é a mais numerosa, embora no Brasil ocorra uma única espécie dessa família (Rana palmipes). As demais rãs brasileiras pertencem à outra família, a dos leptodactylídeos. As pererecas, como os sapos, também não gostam de lagoas. Elas costumam viver em árvores e pertencem a várias famílias. A mais extensa é a dos hylídeos, da qual fazem parte a perereca-da-europa (Hyla arborea) e a minúscula grass frog ("perereca da grama"), que mede só 1,75 centímetro.
Então a melhor forma de diferenciar estas criaturas é mesmo pelo hábitat de cada um: a perereca é muito encontrada em galhos de árvores e elas possuem nas pontas dos dedos uma estrutura conhecida como discos adesivos que lhes permite subir nas árvores; o sapo prefere viver em terra firme, sua pele é rugosa e possuem glândulas na região dorsal (glândulas parótidas) que se comprimidas, liberam um veneno capaz de irritar os olhos; já as rãs, vivem principalmente em lagoas e suas patas traseiras são dotadas de membranas interdigitais para facilitar sua locomoção em meio aquático.



sexta-feira, 24 de julho de 2009

Visita ao Bosque da Ciência


Ontem, fui levar uns alunos pra visitarem o bosque da ciência e foi bastante produtivo. Como foi a minha primeira excursão (organizada por mim...) achei que seria tensa, mas na verdade foi bastante tranquila, o momento em que realmente fiquei intrigada foi quando um aluno me perguntou sobre qual era a voltagem da corrente elétrica do poraquê... imaginem só, eu não tinha a menor idéia, mas graças à Deus, o outro professor de ciências conseguiu uma voltagem de 500 V... mas, acreditem, na verdade, o nosso ilustre peixe-elétrico tem capacidade de geração elétrica que varia de 300 a 1500 V!!! Outra curiosidade importante sobre estes peixes é que essas descargas são produzidas por células musculares especiais, modificadas – os eletrócitos, sendo o conjunto deles denominado de mioeletroplacas. Como se não bastasse ter essa capacidade de matar até um cavalo com o seu choque, o poraquê pode atingir até 3 metros de comprimento e pesar até 30 kg, é mole?
Mas pra quem ainda acha pouco, ele não é o único ser vivo com essas qualidades... Há também a arraia-elétrica, encontrada nos mares tropicais, e no rio Nilo existe uma espécie de bagre que também produz descargas elétricas.
Legal né??